Realizado desde 1951, os Jogos Pan-Americanos foram sediados pela primeira vez no Brasil no ano de 1963, em São Paulo. Nesta edição, o Palmeiras teve papel de destaque para a estrutura de diversas modalidades, começando a construir uma bonita história de conquistas na competição. Confira tudo sobre em mais uma edição do Dale Verdão Especial!

O judoca Henrique Guimarães (centro) representou o Verdão conquistando dois bronzes no Pan (Foto: Fabio Menotti/Agência Palmeiras)

História

Após a realização da Olimpíada de 1932, alguns membros latino-americanos do Comitê Olímpico Internacional tiveram a ideia de criar uma “competição regional” na América. A iniciativa foi aceita em 1940, no I Congresso Esportivo Pan-Americano, definindo que a primeira edição aconteceria dois anos mais tarde, em Buenos Aires (Argentina).

Porém, o ataque dos japoneses a Pearl Harbour, no Havaí, em dezembro de 1941, e a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, que durou de 1939 até 1945, adiaram a realização dos jogos na data prevista. Um novo encontro, desta vez pós Olimpíada de 1948, confirmou a capital argentina como a primeira sede do torneio em 1951.

Jogos Pan-Americanos de 1963

12 anos depois da realização em território hermano, os Jogos Pan-Americanos foram realizados no Brasil, em São Paulo (SP). O Palmeiras teve extrema relevância na organização do evento, já que suas instalações foram utilizadas como alojamento para as equipes do vôlei e do basquete de diversos países, além de ter seu ginásio como palco dos jogos do mesmo vôlei. Na ocasião, o Brasil venceu os Estados Unidos por 3 a 0, conquistando o primeiro ouro da nação na modalidade.

Os esportes aquáticos, presentes ao longo da história esmeraldina, não ficaram de fora. As disputas da natação, do pólo e dos saltos ornamentais também foram feitas na estrutura do Verdão. O Brasil terminou com 14 medalhas de outro, 20 de prata e 18 de bronze, ficando atrás apenas dos Estados Unidos no ranking.

Convocações e conquistas

Após receber o evento na década de 1960, o Palmeiras voltou a figurar com relevância na competição na virada do século. Em 1995, em Mar del Plata (Argentina) e em 2003, realizado em Santo Domingo (República Dominicana), o judoca palestrino Henrique Guimarães chegou ao pódio, conseguindo o bronze nessas duas oportunidades. Ele declarou que a experiência no torneio e o apoio do Verdão foram essenciais para o bronze olímpico, em Atlanta (1998):

“A participação do Palmeiras foi muito importante, principalmente em 1995. A minha principal história, os resultados, foram no Palmeiras. Foi o clube que realmente abriu as portas no início, acreditou e investiu em mim. Era um momento diferente do esporte, os atletas pagavam para viajar, e o Palmeiras sempre me ajudou nessa questão. É um clube que eu defendo com unhas e dentes. O Palmeiras foi o precursor no sucesso que tive no judô”, disse Henrique Guimarães.

Mais tarde, nos Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto (Canadá), foi a vez do tênis de mesa (popularmente conhecido como ping pong) render medalhas ao clube esmeraldino. Gui Lin, chinesa naturalizada brasileira, treinada pelo ídolo do esporte Hugo Hoyama, conseguiu subir no segundo lugar mais alto do pódio. Sarah Nikitin, do tiro com arco, e Julio Cesar de Oliveira, do tiro com arco paralímpico, também representaram o Verdão na edição canadense.

Gui Lin (esquerda) ao lado de Hugo Hoyama (direita), o maios nome brasileiro do esporte (Foto: Reprodução)